Mensagem

"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

Ja temos 2 membro, seja o terceiro do

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

SEPÚLVEDA PERTENCE


O ministro fora- da- lei consegue ser condenado pela comissão que absolve até serial Killer de filma americano

As reuniões mensais da Comissão de Ética Pública da Presidência da República sempre mereceram dos inquilinos do Palácio do Planalto e da Esplanada dos Ministérios a mesma atenção que os hóspedes de um presídio de segurança máxima dispensariam às aulas de  um curso de boas maneiras.

Nenhuma. Desde a sessão inaugural ocorrida em 2000, os sete integrantes do grupo jamais conseguiram enxergar bandidos por perto. Se não viram nada de mais no que fizeram os cinco ministros despejados por envolvimento em falcatruas denunciadas pela imprensa, certamente enxergariam no prontuário de Carlos Lupi uma folha de serviços prestados à nação, certo? Errado, descobriram nesta quarta-feira os padrinhos e comparsas do ministro do Trabalho.

Enquanto a comissão tratava do caso numa sala do Anexo 1 do Planalto, os participantes da ofensiva dos cafajestes davam por consumada a condenação de Lupi à impunidade perpétua. “É preciso acabar com essa onda de denuncismo”, decidiu José Dirceu. “Denuncismo hipócrita”, sublinhou o decano dos jornalistas estatizados. Um colunista federal lembrou que Dilma é “incorruptível”. Rui Falcão, presidente do PT, caprichou na pose de magistrado para emitir seu parecer: “Vendo o teor das denúncias, não vi razão para substituí-lo. Não tem nenhuma denúncia comprovada”. Gilberto Carvalho concordou: “O Lupi continua ministro, a vida segue. Para nós, o assunto está encaminhado”.

A conversa fiada foi para o espaço no fim da tarde, quando o canastrão apaixonado conseguiu ser declarado fora-da-lei pelo que parecia, até agora, o júri dos sonhos de qualquer serial killer de filme americano. Por unanimidade, a comissão presidida pelo jurista Sepúlveda Pertence, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, decidiu pedir a Dilma Rousseff a pronta exoneração do canastrão apaixonado. A decisão foi tomada depois de examinadas as explicações oferecidas por Lupi para as irregularidades registradas em convênios celebrados com ONGs e entidades sindicais. “As explicações não foram satisfatórias”, resumiu Pertence. “Houve uma resposta inconveniente para um ministro de estado”.

Nesta quinta-feira, antes de embarcar rumo à Venezuela, Dilma ordenou à chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que solicitasse da comissão o envio dos “elementos que embasaram a decisão e a sugestão encaminhada à Presidência”. Se fosse grosseiro como a requerente, Sepúlveda recomendaria a leitura dos jornais e revistas. Se fosse cínico como Gilberto Carvalho, perguntaria se Dilma quer informações sobre os convênios ilícitos ou também gostaria de conhecer melhor a história dos empregos acumulados no Legislativo.

Dilma repetiu que vai resolver o problema sem pressa. Soterrada por provas e evidências contundentes de que Lupi é um criminoso comum, quer arrastar o morto-vivo até janeiro, quando deverá ocorrer o que os paspalhos do Planalto batizaram de “reforma ministerial”. É improvável que consiga adiar por mais tempo a opção entre a comissão e a quadrilha de Lupi. Se o companheiro do PDT continuar no emprego, dezembro de 2011 será lembrado como o mês em que a ética foi oficialmente demitida por injusta causa pela presidente da República.

Se não renunciou à vergonha, resta a Sepúlveda Pertence demitir-se imediatamente.

Quinta – feira 01/12/2011às 18:26
Algusto Nunes Veja online

BANCO É CONDENADO A PAGAR INDENIZAÇÕES POR DEMORA NOS ATENDIMENTOS A CLIENTES



A Primeira Turma Mista Recursal de Goiânia manteve as sentenças proferidas pelos 1º, 5º e 8º Juizados Especiais Cíveis da Capital, que condenou o Banco Bradesco a pagar indenização de R$ 8,2 mil a três clientes, pela demora no atendimento em agências da
instituição bancária, em período superior ao estabelecido pela LeiMunicipal nº 7.867/99.
As ações foram ajuizadas por Milene Coelho Lima, Reydson Silva Lopes e Joel Gonçalves da Silva. A primeira receberá o valor de R$ 6 mil, enquanto os demais R$ 1,2 mil e R$ 1 mil,respectivamente.

No primeiro caso, a cliente comprovou que permaneceu por mais de uma hora na fila do banco aguardando atendimento. Já no segundo, Reydson permaneceu por 39 minutos e, no terceiro, Joel ficou por 34 e 32 minutos até ser atendido. As situações contrariam a lei, que
prevê como tempo razoável para atendimento até 20 minutos em dias normais; até 30, em véspera de, ou após feriados prolongados e até 20, nos dias de pagamentos de funcionários públicos municipais, estaduais, federais e de vencimento e recebimentos de contas de concessionárias de serviços púbicos, tributos municipais, estaduais e federais.

Durante sessão da Primeira Turma Mista Recursal, os integrantes consideraram que as instituições bancárias devem dispensar tratamento respeitoso e atencioso aos clientes,observando ainda o tempo máximo de espera estabelecido em lei municipal, sob pena de caracterizar falha na prestação do serviço.

Segundo a relatora dos recursos, juíza Placidina Pires, as condutas, extrapolaram o razoável e tolerável, estipulado pela previsão legal, sendo, portanto, “capazes de gerar
irritação, impaciência, desgaste físico, sensação de descaso e menosprezo, que fogem aos limites do cotidiano e ferem a dignidade da pessoa humana, configurando dano moral a ser
reparado através da ação de indenização própria”.

Relatado pela magistrada, acordaram os integrantes, por maioria, conhecer os apelos.
Votou divergente em todos os três recursos o presidente da sessão, juiz Osvaldo Rezende Silva por entender “que não basta o extrapolamento do período fixado em lei para a configuração do dano moral, devendo a parte comprovar outra circunstância que justifique a indenização”. 

Atuaram durante o julgamento do recurso 0408156-91.2009.8.09.0058, os juízes Osvaldo Rezende Silva (presidente), José Proto de Oliveira e Placidina Pires, e dos recursos nº 7047582.25.2010.8.09.0057 e 0069186.86.2009.8.09.0061, os juízes Osvaldo Rezende Silva (presidente), Luíz Antônio Alves Bezerra e Placidina Pires.

Placidina ainda esclarece que no processo ajuízado por Milene foi pedido alteração da verba indenizatória, que havia sido fixada em 20 salários mínimos e foi reduzida para R$ 6 mil, porque foi considerada desproporcional ao grau de ofensa moral verificado.

Se os usuários do sistema bancário de Águas Lindas de Goiás começarem a acionar a justiça neste tipo de ação a Comarca Local vai ficar entulhada desses processos, talvez eles melhorem o tempo de atendimento.

 Carolina Zafino
Quinta – feira 1/12/2011 ás 13:05h

JN: A INFLUÊNCIA CONTINUA?


A substituição de Fátima Bernardes por Patrícia Poeta na bancada aponta para uma redefinição do principal telejornal brasileiro; a apresentadora do Fantástico leva beleza para os telespectadores, na tentativa de reverter um dos piores índices de audiência do JN, que tinha mais de 50 pontos no Ibope com Cid Moreira e Sérgio Chapelin; mas Patrícia tem credibilidade?

A escolha da apresentadora do Fantástico para substituir Fátima Bernardes na bancada do Jornal Nacional acena para uma mudança no perfil do principal telejornal brasileiro. A chegada de Patrícia Poeta indica que o JN vai ter um caráter mais revistado, como o programa dominical, com jeito descontraído e até mais glamour. A decisão de levar para o lugar de Fátima a jornalista consagrada como “garota do tempo” pode ser uma manobra da TV Globo para alavancar a audiência do Jornal Nacional. Enquanto nos tempos áureos de Cid Moreira e Sérgio Chapelin, o JN registava mais de 50 pontos no Ibope, hoje a média é de 30 pontos (segundo a Record, 29).

Apesar de bastante vistosa, Patrícia não tem a trajetória de Fátima, que começou carreira na Globo como trainee, atuou em várias áreas de produção e reportagem até ascender à âncora, em 1998, ao lado do marido, William Bonner. A recém-anunciada âncora do Jornal Nacional começou carreira na Band em Porto Alegre, em 1997. Três anos depois, mudou-se para São Paulo para apresentar na Globo a previsão regional do tempo. Em 2001, casou com o então diretor da Globo Internacional, Amauri Soares, e tornou-se correspondente em Nova York. Sete anos depois, substitutiu Glória Maria no Fantástico.
Neste ano, Patrícia Poeta protagonizou uma gafe presidencial que virou meme na internet. Ela levou uma patada de Dilma Rousseff e ficou visivelmente constrangida no ar. Ao tratar das ações do Congresso Nacional, a jornalista perguntou: “Como é que a senhora controla esse toma-lá-dá-cá, cada vez mais sem cerimônias das bancadas?” À queima roupa, Dilma disparou: “Você me dá um exemplo do dá-cá que eu te explico o toma-lá”.

Mas a falta do jogo de cintura da jornalista não implicou reprovação dela no teste da direção da Globo. Justamente porque a emissora busca agradar à audiência de hoje com menos hard news – política e economia – e mais frivolidades. Patrícia Poeta faz o estilo jornalista-modelo, não por ser um exemplo de jornalista com carreira impecável, mas uma jornalista com pose de modelo.

Para o público Homer Simpson, como William Bonner definiu o telespectador médio em 2005, seria mais empolgante assistir a notícias bobas e leves do que entender, de fato, as grandes questões do País. Se Cid Moreira e Sérgio Chapelin emprestavam voz e seriedade às notícias do Jornal Nacional, foi William Bonner que se tornou ícone do jornalismo com personalidade da Globo. Primeiro, ao lado de Lillian Witte Fibe e, depois, com Fátima – este dueto, muito bem recebido em milhões de lares brasileiros. A despeito da popular dobradinha, os números da Globo caem ano após ano.

A aposta do JN em Patrícia Poeta lembra a estratégia das telenovelas, cada vez mais depositando fichas em mulheres bonitas às 19h e 21h. Como não ter beleza e “presença” às 20h? Nesse jornalismo que cultiva a aparência (afinal, é TV, oras!), Patrícia Poeta tem credibilidade?

Quinta – feira 01/12/ 2011 às 12:49h

terça-feira, 29 de novembro de 2011

COM SÍNDROME DE MEMÓRIA INFALÍVEL, PACIENTES LEMBRAM DE TUDO


Williams diz que a síndrome lhe traz vantagens em seu trabalho como jornalista

O americano Robert Petrella tem uma memória fora do comum: ele é capaz de memorizar todos os números de telefone armazenados em telefones celulares e, ao olhar uma única fotografia de um lance de um jogo do seu time de coração, o Pittsburgh Steelers, é capaz de dizer a data da partida e o escore final. Petrella tem uma síndrome raríssima, chamada Memória Autobiográfica Altamente Superior (HSAM, na sigla em inglês), na qual o paciente não se esquece de quase nada do que aconteceu com ele na vida.

Quem tem essa condição é capaz de se lembrar o que comeu no almoço hoje ou três anos atrás, ou de recordar com detalhes as notícias que leu no jornal há décadas. Mesmo se quiserem, essas pessoas não podem apagar memórias como o fim de um namoro ou as lembranças de um acidente. "Eu notei isso durante o ensino secundário, me dava conta que nem todos recordavam o que eu conseguia lembrar, e pensava que era algo incomum, como ser canhoto ou algo assim. Mais tarde, notei que isso tinha outra dimensão. Sempre tive facilidade nos exames, pois lembrava de tudo sem ter feito revisão dos tópicos", disse Petrella à BBC.

Para o americano, a síndrome acaba sendo bastante útil em sua profissão, já que ele é produtor de documentários para o History Channel e o Discovery Channel. "Às vezes, me recordo de algo que alguém disse há 30 anos, coisas que as outras pessoas não lembrariam, porque foram ditas no momento, e isso pode tornar as relações raras", diz Petrella. "Mas não tenho problemas em viver no passado. As recordações estão na minha cabeça e são parte de mim, mas não me impedem de viver o hoje e olhar para o futuro."

Programa de TV
A HSAM é tão difícil de ser identificada que até então apenas 20 pessoas no mundo - todas nos Estados Unidos - haviam sido diagnosticadas com ela. Mas um programa sobre a síndrome exibido pela rede de TV americana CBS, e visto por pelo menos 24 milhões de pessoas, ampliou o conhecimento sobre a HSAM.

Desses telespectadores, 500 entraram em contato com os pesquisadores por acreditarem que tinham HSAM. Mas apenas 10 foram confirmadas com a síndrome. Há apenas cinco anos essa condição começou a ser chamada de Memória Autobiográfica Altamente Superior, quando o especialista em memória James McGaugh publicou um artigo sobre seu estudo de seis anos de uma paciente com os sintomas.

O quadro já foi retratado na ficção, como no conto Funes, o Memorioso, do argentino Jorge Luis Borges, e na série de TV Unforgettable ("Inesquecível", em inglês), que acaba de estrear nos Estados Unidos.

"Provavelmente há pessoas com essa síndrome há séculos, mas suas bases nunca haviam sido investigadas cientificamente. É um quadro muito raro", afirmou McGaugh à BBC. Para reconhecer a HSAM, os cientistas fazem testes médicos e avaliam os potenciais candidatos com um questionário de acontecimentos públicos ocorridos nos últimos 20 anos. Fatos que vão desde eleições a competições, passando pela a entrega de prêmios e até acidentes aéreos.

Uma pessoa com a Memória Autobiográfica Altamente Superior seria capaz de dizer a data precisa e o dia da semana em que os eventos ocorreram, além de outros detalhes. Os que obtêm mais de 55% no teste são então interrogados sobre experiências mais pessoais.

"Google humano"
"A família nos dá fotos ou diários para que a gente tenha dados precisos e assim provar as informações das quais eles dizem se lembrar. É muito, muito difícil que um indivíduo que registre (dados como esse) além de um certo tempo, como um nível de detalhes tão específico", afirmou McGaugh. Por isso, eles foram apelidados de "Googles humanos".

É o caso de Brad Williams, de 55 anos, que vive em Wisconsin. "Me dei conta (da síndrome) participando de concursos de perguntas em bares. Sou fanático por esses concursos e sempre fui melhor e mais rápido do que o restante das pessoas", disse Williams. "Isso também acontece em episódios familiares: eu sempre consigo lembrar de datas específicas e detalhes de tudo."

Williams diz que ser ter HSAM lhe traz algumas vantagens específicas em seu trabalho como jornalista. "O que eu de fato preciso armazenar ou buscar na internet é um volume bem menor de informações do que o que já está na minha cabeça."

No entanto, nem todos os que possuem esse tipo de memória festejam sua condição. É o caso de Jill Price, a paciente que procurou especialistas por não poder mais suportar seu constante exercício de se lembrar de tudo. Foi o caso dela que serviu de gatilho para os estudos. "É incessante, incontrolável e imensamente cansativo. As lembranças vêm, simplesmente chegam na minha mente. Não posso controlá-las", escreveu Price em sua autobiografia The Woman Who Can't Forget (A Mulher que Não Consegue Esquecer, em tradução livre do inglês).

Em seu caso, a HSAM acabou complicando suas relações com as pessoas. Entre os pacientes de McGaugh, não há nenhum casado ou com relações estáveis. No entanto, o especialista afirma que casos de insatisfação como os de Price são a minoria. "A maioria acredita que é um dom. Se questionados se prefeririam não ter a síndrome, eles dizem que não mudariam isso por nada."

Busca no cérebro
Entre esses pacientes, está a atriz Marilu Henner, conhecida pela série de TV Táxi, do fim dos anos 1970. Para ela, visualizar a vida em forma de um calendário tornou mais fácil a tarefa de atuar. A atriz agora dá palestras motivacionais e escreveu um livro para ajudar outras pessoas a ativar sua memória autobiográfica.

O neurobiólogo McGaugh considera, no entanto, que a HSAM é uma condição pré-existente, que se mantém ao longo do tempo e que ainda carece de explicações neurológicas. Por ora, a recomendação aos portadores da síndrome é que não encarem sua condição como um grande peso e que não se exponham a circunstâncias traumáticas. Não são bons candidatos, por exemplo, para se alistarem no Exército ou seguir para a guerra.

Portal Terra / Foto: BBC Brasil

Terça –feira 29/11/2011 às 08:58h