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"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

Ja temos 2 membro, seja o terceiro do

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ESFERA METÁLICA CAIU DO CÉU NA NAMÍBIA


Uma bola metálica com cerca de um metro de diâmetro e seis quilos caiu do céu numa região desabitada da Namíbia. As autoridades admitem que se trate do fragmento de um engenho espacial.

A imagem do artefacto foi divulgada esta quarta-feira pelo National Forensic Institute. A bola foi encontrada a 750 quilómetros de Windhoek, a capital namibiana.

De acordo com o director da Polícia forense local, Paul Ludik, a esfera é feita de uma liga metática "conhecida pelo homem". Paul Ludik diz ainda que os habitantes da aldeia local escutaram várias pequenas explosões há cinco dias.

Feita com dois hemisférios soldados, a esfera foi encontrada numa cratera com 3,8 metros de diâmetro e 33 centímetros de profundidade.

As autoridades locais entraram em contacto com as agências espaciais norte-americana (NASA) e europeia (ESA) para tentar desvendar a origem do objecto.

No passado, a NASA tinha já alertado para grande número de lixo espacial em órbita da Terra, deslocando-se a mais de 28 mil quilómetros por hora. Só até Julho de 2011, estavam catalogados 16094 objectos girando em redor da Terra.

 foto National Forensic Science Institute/AFP
 Quinta – feira 22/12/2011 ás 6:05

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

PESQUISA: FALAR NO CELULAR FICA 41% MAIS BARATO


Falar pelo celular no Brasil ficou 41% mais barato em dois anos. Segundo dados da Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicação), o preço médio do minuto da telefonia móvel, com impostos, recuou de R$ 0,34 no fim do terceiro trimestre de 2009 para R$ 0,20 em setembro de 2011.

A queda de preços reflete a concorrência entre as empresas do setor, com a oferta de promoções para ligações entre telefones da mesma operadora, e também aos ganhos de escala.
O ritmo das ativações de novas linhas já supera um celular por segundo, levando o país a alcançar 236 milhões de usuários de telefonia móvel. Em setembro de 2009, eram 166 milhões de clientes.

No mesmo período, o índice que mede o tempo médio mensal de uso do celular por usuário subiu 38%, de 88 minutos para 122 minutos.

Além de crescimento em números absolutos, a telefonia móvel também apresentou expansão de sua cobertura, com os serviços ofertados hoje em municípios que concentram 99,98% da população brasileira.
Os municípios onde moram 78,6% da população brasileira já dispõem de serviços de quatro ou cinco operadoras. Esse índice sobe para 85,8% da população quando consideramos a presença de pelo menos três empresas.

BAND
Quarta – feira  21/12/2011 13:05h


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

PARE DE AGIR COMO VÍTIMA!


A lamentação é sem sobra de dúvida uma paixão nacional, quem sabe internacional. Já reparou que as pessoas reclamam de que está muito calor e quando esfria, queixam-se de que o tempo mudou e está frio? Se está sol, dizem: nossa, que sol horrível, ir trabalhar assim não dá! Mas se chove, dizem: ninguém merece ter que sair com essa chuva! Bem, na verdade todas essas reclamações são inofensivas e não chegam a prejudicar ninguém. Na maioria das vezes, aliás, surgem apenas como uma maneira de iniciar uma conversa quando falta assunto.

O que é motivo de preocupação não é esse tipo de lamentação, mas um outro, digamos mais profundo. Refiro-me àqueles que vivem se queixando de suas próprias vidas, e em especial sobre seus relacionamentos. Se estão com alguém, mas a relação não vai bem, sentem-se os mais infelizes dos seres humanos. Se estão em busca de um relacionamento, sentem-se os últimos solitários da face da Terra. Se tiveram experiências de relações que não deram certo, sentem-se como se nada nunca desse certo para eles.

Nem sempre todos esses lamentos são externados e em muitos casos eles surgem apenas em forma de pensamento, de maneira que os outros sequer sabem o que está se passando com aquela pessoa. Isso, no entanto, é o de menos. O problema não está em se lamentar para os outros, mas para si mesmo. O problema está em se sentir vítima de uma conspiração de um mundo cruel, em que todos fazem parte de um mesmo plano macabro para fazer com que uma pessoa sofra. O problema está em ter pena de si mesmo.

Com tudo isso, não quero dizer que não podemos ou devemos sofrer quando as coisas não dão certo, chorar quando sentimos tristeza ou mesmo dar aquela desesperada básica quando não conseguimos o que desejamos. Somos seres humanos e nem que quiséssemos teríamos pleno controle sobre o que sentimos. A questão não é poder ou não sentir, mas ficar preso a um sentimento. Se um relacionamento terminou, você deve chorar tudo o que precisar. Mas se 10 anos depois continuar chorando, deve haver algo de algo errado, não deve? Aí será sinal de que você está preso a um sentimento e não consegue sair do lugar.

Se lamentar e se sentir uma vítima de tudo e de todos é prejudicial justamente porque aprisiona. É algo que faz as pessoas andarem em círculos, no lugar de tentarem encontrar uma saída. Muitas vezes a lamentação envolve culpar as outras pessoas pelas próprias mazelas. Muitos dizem: foi ele(a) quem me deixou infeliz, ou se não fosse ele(a) eu não estaria sofrendo. Ora pense bem, qualquer relacionamento é feito por duas pessoas, então não há como apenas um ser o responsável por tudo o que possa acontecer de bom ou ruim. Cada um tem uma parcela de responsabilidade (palavra que é melhor do que culpa!), e quando alguém só se queixa do outro, deixa de olhar para si e refletir sobre como pode ter colaborado com a situação.

Não se trata, é claro, de inverter as coisas e passar a culpar somente a si mesmo. Culpar a si próprio ou ao outro também é estar preso a um sentimento, a uma situação que já passou. Em outras palavras, também não ajuda em nada.

Mas o que ajuda, afinal de contas? O que fazer com a frustração, a tristeza, a solidão? O que ajuda é poder aprender com a experiência. Parece um clichê, mas a verdade é que toda experiência negativa tem seu lado positivo, que é justamente o aprendizado. Em vez de usar o que você viveu para se lamentar, use suas vivências em seu favor. Em vez de ter pena de si, reflita, pense sobre o que deu errado, sobre o que você poderia ter feito de diferente, o que faria novamente. Foque em você, e não no outro! Tire o que tiver de positivo e leve com você, mas deixe o que foi negativo para trás. Quem passa muito tempo olhando para trás pode perder a beleza do que está logo à frente.

Dra. Mariana Santiago de Matos - Psicóloga
Segunda – feira 19/12/2011 ás 7:05h

domingo, 18 de dezembro de 2011

ELES BRIGAM POR DINHEIRO


O que aparentava ser apenas uma feroz disputa entre apadrinhados do PT e do PMDB por fatias de poder e prestígio, natural em um governo que adotou como norma o loteamento partidário dos cargos, se transformou em prova, mais uma, da irresponsabilidade da administração petista no trato do dinheiro colocado sob sua gestão. Neste caso, trata-se de um enorme volume de recursos, de dezenas de bilhões de reais.

Mais do que simples divergências partidárias, a briga entre diretores da Caixa Econômica Federal (CEF), ligados ao PT e ao PMDB, envolve o controle de cerca de R$ 44 bilhões do FGTS. Depositados por empresas em benefício de seus empregados e colocados sob a administração da Caixa - que só pode aplicá-los em projetos de habitação, saneamento e infraestrutura urbana -, esses recursos financeiros deveriam ser geridos de acordo com critérios eminentemente técnicos. Mas, como aconteceu com muitas outras funções de natureza técnica, também esta foi utilizada pelo governo Dilma para saciar parte do apetite político de sua fluida base de apoio.

Desde março, quando o petista Jorge Hereda assumiu a presidência da Caixa, havia um certo descontentamento de diretores ligados ao PT em relação ao desempenho de um membro da diretoria vinculado ao PMDB do Rio de Janeiro, Flávio Cleto, membro dos dois órgãos colegiados que decidem as aplicações dos recursos do FGTS. Nas últimas semanas, as divergências provocaram uma crise administrativa e política, que acabou sendo levada à presidente Dilma Rousseff pelos dois lados envolvidos na disputa.

Criado em 1966, o FGTS, formado pela contribuição mensal dos empregadores, na proporção de 8% da remuneração recebida pelos empregados, tem por finalidade constituir uma reserva para o trabalhador utilizar em casos de aposentadoria, invalidez e desemprego e seus familiares, em caso de morte. Esses recursos precisam, portanto, ser administrados com cautela e eficiência, para assegurar sua preservação e sua expansão no médio e no longo prazos.

A Caixa administra as contas dos trabalhadores vinculadas ao FGTS. As diretrizes para aplicação dos recursos são decididas pelo conselho curador do Fundo, formado por representantes de centrais sindicais, de entidades empresariais e do governo. Mas o órgão que cuida das aplicações é o comitê de investimentos do FGTS. Como vice-presidente de Fundos do Governo e Loterias da CEF, Flávio Cleto participa dos dois órgãos colegiados. Mas seu mandato está terminando.

As divergências entre os petistas e Cleto se acirraram depois que o Congresso aprovou a inclusão, numa medida provisória que tratava de questões tributárias, de emenda autorizando a utilização de recursos do FGTS para obras ligadas à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016. A emenda foi proposta por deputados do PMDB do Rio de Janeiro.

Com o apoio do presidente Jorge Hereda, o vice-presidente de Gestão de Ativos de Terceiros da CEF, Marcos Vasconcelos, aliado ao PT, elaborou parecer no qual defendeu o veto da presidente Dilma Rousseff ao uso do FGTS nas obras da Copa e da Olimpíada. Cleto fez outro parecer, favorável a essa forma de utilização do dinheiro do Fundo. Afinal, esta seria uma forma de apoiar projetos do governo fluminense, hoje chefiado pelo peemedebista Sérgio Cabral, voltados para os dois grandes eventos esportivos programados para os próximos anos.

Na semana passada, o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, procurou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tratar da situação de Cleto na diretoria da CEF. Chegou a circular a informação de que, descontente com as divergências, a presidente Dilma Rousseff teria autorizado Mantega e o presidente da CEF a demitir Cleto, caso este não desistisse de alimentar a disputa interna. Até agora, nada aconteceu.

De concreto, a presidente vetou a emenda incluída pelo PMDB que permitia o uso do FGTS em obras da Copa e da Olimpíada. No mais, parece disposta a manter o danoso modelo de administração político-eleitoral que instalou em seu governo.

( O Estado de S.Paulo)
Domingo. 18/12/2011 ás 7:05h

MONOPÓLIOS SÓ FAZEM MAL


Como conceito, monopólio seria uma situação de concorrência imperfeita em que uma empresa detém o mercado de um determinado produto ou serviço, impondo preços aos que comercializam. Monopólios podem surgir devido a características particulares de mercado, ou devido à regulamentação governamental, o monopólio coercitivo, e criam uma particularidade econômica, em que a curva de demanda do bem fica negativamente inclinada, na medida em que a demanda da firma e a demanda do mercado são as mesmas.
Para o cidadão comum torna-se de difícil percepção, pois sua predominância maior recai em camadas sociais que não consomem ou quando há consumo é em baixa escala. Além disso, varia de produtos, de serviços ou de períodos, conforme as políticas públicas funcionem mal nesses ramos de atividade. Como decorre da atuação exclusiva de uma ou de pouquíssimas empresas, não há parâmetro para auferir qualidade nem concorrência suficiente para a diminuição de valor, tornando o alto custo à principal característica do monopólio, seguido de má qualidade.
Culpada sempre pela baixa qualidade do ensino, a expansão universitária nos últimos anos no Brasil acabou com os preços escorchantes das universidades particulares. Era comum a vibração de alunos aprovados nessas instituições no dia da divulgação de resultados dos vestibulares. Também havia o enaltecimento de muitos parentes a algum estudioso por te sido aprovado em várias instituições privadas que, como hoje, tinham muitas com pouca qualidade e algumas com um bom ensino.
Esse tipo de domínio é mais sentido na indústria e no comércio. Na indústria ocorre mais em razão de peculiaridades de produto e certa limitação natural de consumidores. Já no comércio, a predominância decorre muito mais da força econômica de determinados grupos, impossibilitando outros de atuarem na mesma atividade.
Na política, existe uma variedade de componentes na formação do monopólio de algumas pessoas ou de clãs familiares, com destaque para o poder econômico, determinante na venda de falsa imagem de bons candidatos, assim como a predisposição de corrupção de quase todos. Estaria para surgir algum que gastasse mais do que receberia durante o mandato apenas por altruísmo. Hoje, as contas eleitorais apontam despesas milionárias para ganhos ínfimos. Esse dado, de clareza ululante que objetiva apenas a corrupção, está comprovado com a queda intermitente dos ministros do atual governo federal. Outra evidência são as cenas veiculadas na televisão de políticos embolsando dinheiro até nas cuecas.
Nos serviços, atualmente o abuso ocorre por conta das empresas de telefonia móvel. O cidadão não tem como escolher um preço mais vantajoso, dadas as variedades de planos e de ofertas entre as empresas. Umas cobram menos ou quase nada se a ligação for entre telefones da própria empresa, mas exorbitam nas demais ligações. Outras reduzem o valor de acordo com o horário da ligação, até deixarem o cidadão perdido entre aquelas que variam tudo. Ora, o cidadão tem sempre um lugar para onde liga frequentemente, seja por que nasceu, seja por que já morou ou trabalhou e não tem como escolher a operadora dessa cidade. Muitas delas nem sequer são atendidas por determinadas empresas, em respeito a regras contratuais, o que não deixa de caracterizar um monopólio. Um exemplo corriqueiro ocorre quando ao transportar uma pessoa doente para um grande centro, ao passar na cidade seguinte já não há comunicação em razão do sinal pertencer a outra operadora. Tem que haver providências para que um chip só funcione para todas as operadoras, cabendo a escolha, através de uma codificação, no momento da ligação. Ou que todas as operadoras sejam obrigadas a instalar antenas com cobertura em todo território nacional. Esse monopólio precisa ajustar-se ou ser ajustado pelo governo ou pela Agência Nacional de Telecomunicações – ANATEL. Não deveria haver vantagens oferecidas, mas um preço acessível a todos. Mas o fato do mercado ser dominado por poucas operadoras facilita o abuso praticado por todas.
Além de outros abusos regionalizados ou segmentados, nada se compara ao da proibição de se utilizar máquina fotográfica própria nas festas de formatura. Nenhum monopólio se sobrepõe ao dos fotógrafos. Ninguém consegue tirar fotografias com máquinas pessoais e mandar revelar no tamanho que lhe interessar, exatamente para pagar preços aviltantes aos denominados profissionais oficiais. 

Por: Pedro Cardoso da Costa
Domingo 18/12/1211 ás 18:05