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"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

JANOT PEDE MAIS PRAZO PARA INQUÉRITO NO STF CONTRA AÉCIO, PAES E DELCÍDIO


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou uma manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido de providências ligadas ao inquérito que investiga o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Clésio Andrade, ex-vice-governador de Minas Gerais no mandado do tucano, Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio, e o senador cassado Delcídio Amaral.

A investigação apura suposta atuação para maquiar dados da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, em 2005, e esconder a relação entre o Banco Rural e o chamado mensalão mineiro. Na época, Aécio era governador de Minas, Clésio era seu vice, Paes era secretário-geral do PSDB e Delcídio presidiu a CPI dos Correios.

Ao relator do inquérito, ministro Gilmar Mendes, Janot pediu a rejeição do pedido feito por Paes para ser removido do inquérito, a expedição de ofício ao liquidante do Banco Rural concedendo-lhe o prazo de 120 dias para cumprimento de uma diligência, além da concessão de um prazo de 60 dias à Polícia Federal para cumprimento das determinações. "No decorrer desse lapso de tempo, a Procuradoria-Geral da República providenciará a análise, ainda que preliminar, dos documentos da CPMI dos Correios constantes do Congresso Nacional", diz a Procuradoria.

Paes alega que não atuou como emissário de Aécio e não participou nem teve ciência de suposta fraude de apagamento de dados que comprometeriam Aécio, Clésio, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais e Marcos Valério, operador do mensalão mineiro. Paes alega também "a manifesta ausência de justa causa para o prosseguimento do presente inquérito" e diz que houve "reconhecimento público do senador Delcídio Amaral de que o seu depoimento possui cunho eminentemente político, estando desacompanhado de qualquer suporte fático-probatório que o robusteça".

A Procuradoria diz que, "mesmo o colaborador não tendo apresentado, desde logo, documentos ou outros elementos de corroboração, suas informações permitem delimitar, no que importa ao caso vertente, em que tais elementos (ou ao menos alguns destes) podem ser obtidos".

Acrescenta que há "suficientes indícios a lastrear a continuidade da investigação criminal". A Procuradoria sustenta que o relato de Delcídio "guarda harmonia com informações preliminares levantadas pelo Ministério Público Federal, justificando a apuração formal dos fatos em inquérito". Cita que o responsável pelo setor de compliance do Banco Rural ouvido na CPMI dos Correios, Carlos Roberto Sanches Godinho, "afirmou que algumas irregularidades perpetradas pela instituição não foram apuradas". Diz também que, em depoimento prestado por Marco Valério em 2005 à CPMI dos Correios, há menção a empréstimos ao PSDB de Minas.

"Tal como constou do pedido do Ministério Público, o depoimento do colaborador e os referidos elementos de corroboração apontam para uma fraude na remessa de informações bancárias à CPMI dos Correios praticada por AÉCIO NEVES e EDUARDO PAES, com a ciência e aquiescência de CLÉSIO ANDRADE", diz Janot.

"Os fatos noticiados constituem, em tese, o crime previsto no art. 4º da Lei n° 7.492/86 ("Gerir fraudulentamente instituição financeira"), perpetrado por dirigentes (ainda não identificados) do Banco Rural e para o qual as pessoas acima nominadas concorreram na qualidade de partícipes, na forma do art. 29 do Código Penal. É importante repisar que alguns dos ex-gestores do Banco Rural já foram condenados por gestão fraudulenta (dentre outros crimes) nos autos da Ação Penal n° 470 (caso "Mensalão"), o que reforça a correção do enquadramento penal acima", diz o procurador-geral da República.

Quando aceitou a abertura de inquérito, de número 4246, o ministro Gilmar Mendes assinalou que o crime de falsificação de documentos supostamente praticado por Aécio e os demais investigados estaria prescrito, mas que, mesmo assim, a apuração “é relevante, porque ele se inseriria em uma série de práticas criminosas, ainda passíveis de persecução penal”.

Para o ministro, a “representação se reporta a elementos indicando que o Estado de Minas Gerais e o Banco Rural teriam atuado juntos em um esquema que envolveu crimes contra o sistema financeiro, contra a administração pública e de lavagem de dinheiro, conhecido por mensalão mineiro”. (AE)

Quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017 ás 12hs10


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

BRASÍLIA DEVERÁ TER 4G COM MAIOR ALCANCE A PARTIR DE MAIO



O sinal de internet móvel 4G na faixa de 700 megahertz (MHz) deverá ser disponibilizado para a população de Brasília a partir de maio. Em novembro do ano passado, a cidade passou pelo processo de desligamento do sinal analógico de televisão, o que liberou a frequência para o uso das operadoras de telefonia para oferecer a tecnologia 4G.

“Essa é a expectativa [com] que estamos trabalhando. Obviamente, depende de as operadoras estarem prontas, mas elas estão aptas para utilizar essa frequência e muito provavelmente estarão prontas até lá”, diz Antônio Marteletto, presidente da Seja Digital, entidade responsável pela transição da TV aberta analógica para a fase digital.

A faixa de 700 MHz deve melhorar a cobertura do sinal de internet móvel na região, porque tem alcance maior do que a frequência em que o serviço 4G é oferecido atualmente pelas operadoras na maior parte do país. Martelleto explica que o sinal nessa faixa consegue viajar distâncias maiores e penetra melhor dentro de construções.

“Esse processo de ativação do LTE [sigla em português para Evolução de Longo Prazo] na faixa de 700 MHz é um processo de inclusão, porque atende não somente as regiões centrais, mas toda a periferia passa a ter um serviço de banda larga móvel de muito melhor qualidade. Isso tende a melhorar muito a cobertura do sinal para a população em geral”, diz Martelleto.

Antes da liberação do 4G na faixa de 700 MHz, é preciso fazer um processo preventivo, que inclui a distribuição de filtros para antenas coletivas de condomínios para evitar a interferência do sinal de celular na TV digital. Hoje (20) o Grupo de Implantação da TV Digital (Gired) autorizou o início do processo de mitigação em Brasília, que deve começar nas próximas semanas.

Rio Verde
A primeira cidade que concluiu o desligamento do sinal analógico foi Rio Verde (GO), em março do ano passado. Segundo Martelleto, o 4G na faixa de 700 MHz começou a ser disponibilizado na cidade em junho, com bons resultados.
“Os números que temos lá de performance são fantásticos." Martelleto disse que a cobertura dentro das casas foi muito ampliada nas regiões centrais e mesmo nas regiões periféricas.

São Paulo
Em São Paulo, o desligamento do sinal analógico deve ser concluído no dia 29 de março, mas o 4G na faixa de 700 MHz só estará disponível para a população da cidade em meados do ano que vem, porque é preciso aguardar o desligamento nas cidades próximas, como Campinas, as da região do Vale do Paraíba e Santos, que está previsto para setembro.
“Em São Paulo é um pouquinho mais complicado, o espectro está muito congestionado, então depende do desligamento das cidades próximas. Provavelmente, São Paulo só vai ter o 4G nessa faixa nove meses depois de desligar nessas praças”, afirmou Martelleto. (EBC)

Terça-feira, 21 de fevereiro de 2017 ás 15hs22