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domingo, 19 de novembro de 2017

DNIT E EXÉRCITO CONTINUAM PESQUISA DE MELHORIA NO TRÁFEGO DAS RODOVIAS DO PAÍS




O que fazer para melhorar as condições de tráfego das estradas brasileiras? Para ajudar na formulação de repostas a essa pergunta, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em parceria com o Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), iniciou neste sábado (18) a quarta etapa de pesquisa nas principais rodovias federais do pais. O levantamento vai até a próxima sexta-feira (24).

A Pesquisa de Origem e Destino, incluída no Plano Nacional de Contagem de Trafego (PNCT), vai coletar elementos que permitam a elaboração de um diagnóstico das estradas, com base no qual será possível desenvolver as soluções para os problemas identificados.

O PNCT, originalmente criado em 1975 para os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, foi interrompido em 2001 por contingenciamento de recursos e retomado apenas em 2013  por meio de cooperação técnica firmada com o Exército Brasileiro para o serviço de contagem de tráfego em pontos específicos da malha rodoviária federal.

Contando veículos

Em sua quarta fase, a pesquisa pretende levantar os dados em 66 pontos de coleta, em 19 estados brasileiros, completando assim o levantamento previsto de 300 postos. O oronel Jorge Fernando do Nascimento, chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército, coronel Jorge Fernando do Nascimento, explica que, na verdade, são duas pesquisas.

"Uma pesquisa vai contar e classificar por tipo os veículos que passarem pelo posto. Ou seja, se é motocicleta, automóvel, caminhão, se é caminhão, de que tamanho, quantos eixos, capacidade de carga etc. Na outra pesquisa, os motoristas vão responder voluntariamente a um questionário mais amplo, informando não só a origem e o destino da viagem, mas também a finalidade do deslocamento, o tipo de veiculo, o combustivel que usa, se leva carga, que tipo de carga etc", acrescentou o coronel Nascimento.

Todas essas informações serão enviadas para o Coter e depois encaminhadas à UFRJ que vai processá-las e analisá-las.

De acordo com Nascimento, os 2.600 militares envolvidos na operação passaram por um processo de capacitação e estão divididos em grupos sob o comando de um tenente com mais trés ou quatro sargentos. "É uma estrutura de organização militar normalmente usada pelo Exercito sempre que temos esse tipo de operação."

Segundo os dados do Dnit, nas três primeiras etapas, 1.010 motoristas foram entrevistados e 12,7 milhões veículos foram contados. Na primeira fase, realizada em junho do ano passado em 60 postos, foram entrevistados 214 mil condutores e contados 3,5 milhões de veículos. A segunda etapa, em novembro de 2016, também em 60 postos, contabilizou 297 mil entrevistas e 2,3 milhões de veículos. Já na terceira etapa, em julho deste ano, a pesquisa ouviu mais de 500 mil condutores, além de contar 6,9 milhões de veículos em 117 postos nas cinco regiões do país.

Planejando caminhos

O principal objetivo da Pesquisa de Origem e Destino é, de acordo com informações do Dnit, fornecer subsídios para os estudos de planejamento em geral, estudos econômicos e projetos rodoviários, essenciais ao estabelecimento de critérios, entre outros objetivos, para que o governo possa "planejar o sistema rodoviário; programar necessidades e prioridades de melhoria no sistema rodoviário, medir a demanda atual de serviços por esse tipo de via, estabelecer as tendências de tráfego no futuro, avaliar o fluxo existente de tráfego em relação ao sistema rodoviário atual, estimar os benefícios dos usuários nas estradas, estabelecer uma classificação do sistema rodoviário, Justificar e planejar o policiamento, projetar pavimento e outros elementos de rodovia e localizar e projetar instalações para a operação rodoviária".

"Esse diagnóstico de tráfego é importante para a identificação dos principais corredores de transporte com gargalos logísticos e da consequente necessidade de expansão ou adequação de capacidade das rodovias, além de ser ferramenta fundamental para as atividades de projeto, construção, manutenção e operação rodoviária", disse o coordenador de Planejamento da Diretoria de Planejamento e Investimentos do Dnit, engenheiro Leonardo Roberto Perim. Em resumo, isso significa dar ao país condições de planejar, de maneira mais eficiente, os caminhos por onde passa o PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) brasileiro. (ABr)

Domingo, 19 de novembro, 2017 ás 12hs00

sábado, 18 de novembro de 2017

PRESIDENTE DO BNDES LANÇA PRÉ-CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA




Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro lançou-se neste sábado (18) pré-candidato à Presidência da República em 2018 pelo PSC. O anúncio foi feito em encontro da legenda em Salvador, na Bahia, que apresentou o economista, filiado desde outubro, à militância. “É preciso coragem para desafios do próximo ano e virada do Brasil para a prosperidade, que nós vamos ter”, disse, em discurso a uma plateia que reuniu vereadores, deputados e representantes de diretórios regionais.

“É de crédito que o Brasil precisa para fazer a virada em 2018”, acrescentou Rabello de Castro, após mencionar de forma genérica seu trabalho no BNDES e o os benefícios do cartão BNDES.

O presidente do banco de fomento estatal não citou na reunião se havia comunicado formalmente ao governo sua decisão de concorrer ao pleito do ano que vem. À frente do BNDES há menos de seis meses – tomou posse em 1º de junho, depois de presidir o IBGE – centrou seu discurso na atuação da instituição, como o crédito facilitado para o micro, pequeno, médio empresário para geração de empregos. “Tudo é possível desde que seja um país em que o capital e capitalismo sejam bom para todos. Se não for bom para todos, não presta. Temos que fazer capitalismo popular”, afirmou durante entrevista concedida após o encontro partidário.

No discurso, não abordou o fato de lançar uma pré-campanha em pleno exercício de atividade governamental. Tampouco citou a discussão em torno da reforma ministerial, que pode também atingir dirigentes de bancos públicos. O DEM, partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, já manifestou interesse pelo cargo.

Na capital baiana, Rabello de Castro afirmou que sempre foi simpatizante “do antigo Democratas, que era o PFL, de Antônio Carlos Magalhães, velho da Bahia, mas novo na sua disposição e coragem”. “Fiz vários programas para o PFL, escrevi vários programas de governo”, citou, emendando que “pensamos juntos, devemos estar juntos e construir juntos esse País”.

Disse que é preciso continuar a transformação do País através de programas que incluam segurança, também no ambiente de negócios. “Não só a pessoal, a pública, no trabalho. O excesso de burocracia tira a segurança do empresário na hora de investir. Precisamos de regras claras, do Congresso Nacional estabelecendo a simplificação nos negócios”, defendeu, acrescentando ver, do BNDES, investimentos aprisionados pela incerteza dos empresários em relação ao futuro.

Rabello de Castro defendeu que o Brasil tenha planos para gerar oportunidades “e ao gerar oportunidades, gera maior participação”. “O Brasil tem sido paraíso das elites endinheiradas. Não podemos deixar ninguém para trás”, afirmou. (AE)

Sábado, 18 de novembro, 2017 ás 16hs00

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

INFLAÇÃO NOS ÚLTIMOS 11 ANOS PESOU MAIS NO BOLSO DO POBRE, DIZ PESQUISA




No período entre julho de 2006 e setembro de 2017, a inflação foi mais pesada para a população de renda mais baixa. Dados analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e publicados na nota técnica sobre Inflação por Faixa de Renda indicam que, no período, enquanto a inflação ficou em 102% para quem tem renda mais baixa, registrou 86% para os de renda mais alta.

Os dados foram divulgados hoje (16) pelo órgão, durante uma coletiva na sede, no centro do Rio.

A técnica de planejamento e pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea, Maria Andréia Parente Lameira, destacou que, neste período, houve uma influência grande dos alimentos. “Neste tempo de 10, 11 anos, mesmo tendo uma queda recente [no preço] de alimentos, a gente teve pelo menos dois choques fortes de alimentos, que jogaram a inflação lá para cima, e isso, de fato, pesou muito mais nas famílias de renda mais baixa”, disse.

Mas, no processo de desinflação recente, a análise apontou que, apesar de generalizado, as famílias de menor poder aquisitivo foram beneficiadas de forma mais intensa. Em outubro, a inflação acumulada em 12 meses dessas famílias teve alta de 2%, enquanto que, para o segmento da população mais rica, ficou em 3,5%.

O percentual das famílias de renda mais baixa também foi influenciado pelos alimentos, mas dessa vez pelo recuo dos preços. Nessa faixa, o peso na cesta de consumo é de 29%, bem maior do que o que incide na faixa mais alta, que é de 10%. Para o segmento econômico mais alto, o peso maior ocorreu em outros segmentos que apresentam variações mais altas e maior rigidez à baixa, como mensalidades escolares e planos de saúde, que impedem uma queda mais acentuada na inflação do grupo.

Segundo a pesquisadora, nos planos de saúde e em serviços médicos, os mais pobres gastam aproximadamente 1,5%, já para os mais ricos, a despesa sobe para quase 7%. Em educação, a diferença é ainda maior. Enquanto os mais pobres gastam 2%, os mais ricos, 10%. “Isso quer dizer que, quando tem uma alta muito elevada em mensalidade escolar, isso vai bater muito forte na inflação dos mais ricos, mas, em compensação, praticamente não vai influenciar a dos mais pobres”, explicou.

Ainda de acordo com a economista, quando ocorre um choque na oferta dos alimentos, o que faz com que os preços subam, o impacto nas famílias mais pobres é muito maior do que as mais ricas. “Essa diferença na composição dos gastos das famílias é que vai ditar o porquê de a inflação ser diferente nessas classes”, afirmou.

A avaliação indicou ainda que, para os próximos meses, diante da expectativa de aceleração nos preços dos alimentos, é provável que a inflação das classes de renda mais baixa volte a apresentar taxas mais elevadas. Maria Andréia lembrou que, em outubro, houve uma aceleração generalizada da inflação conforme o IPCA. “Isso mostra que a dinâmica pode mudar mês a mês, dependendo de como as variações vão mudando. De repente, o que está aumentando mais em um mês vai impactar menos uma faixa do que a outra”, completou. (ABr)

Quinta-feira, 16 de novembro, 2017 ás 12hs45