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"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

COVID-19: CIDADES COM IMUNIZAÇÃO MAIS AVANÇADA ENSAIAM VOLTA À ANTIGA ROTINA


À medida que a vacinação contra o coronavírus avança pelo país, cidades brasileiras mais adiantadas na imunização ensaiam um retorno à normalidade. De Norte a Sul, moradores depositam no imunizante a expectativa de reaver suas vidas. A retomada vem acontecendo aos poucos, em especial nos municípios menores, onde a vacinação já abarcou boa parte dos habitantes. Até ontem, 59,9% da população brasileira havia recebido a primeira dose, e 26%, a segunda ou a dose única.

 

Não bastassem as praias selvagens e as paisagens paradisíacas, o arquipélago de Fernando de Noronha ostenta agora o título de primeiro local de Pernambuco a imunizar 100% da população acima de 18 anos com ao menos uma dose. O feito ocorreu em 18 de junho e já transformou o clima na ilha.

 

Os bares voltaram a ter música ao vivo. Os restaurantes não têm mais restrições para funcionar. Os casamentos com até 50 pessoas, sem banda, foram liberados. Pousadas e passeios estão com as agendas cheias para os próximos meses.

 

Assim que o coronavírus aportou na ilha, Noronha se fechou quase completamente. A administração proibiu os seis voos diários e manteve permitidas apenas embarcações de carga. Por sete meses, turistas não entraram. A economia local, 95% dela ligada ao turismo, degringolou. Os ilhéus passaram a viver de suas reservas, da pesca comunitária e da doação de cestas básicas.

 

No auge da primeira onda, em abril, a ilha restringiu também a circulação. Para ir ao mercado ou à farmácia, os moradores tinham de pedir autorização, informando a finalidade e o período da saída. Se pegos descumprindo a regra, eram encaminhados à delegacia e podiam até mesmo responder a um processo criminal.

 

"Impusemos um verdadeiro lockdown, e foi crucial para controlar a pandemia", explicou Guilherme Rocha, administrador de Noronha. "Quando reabrimos, em outubro, passamos a exigir o teste negativo para entrar e fizemos testagem em massa".

 

A empreendedora Bárbara Polezer, de 35 anos, mora na ilha desde 2017. Dona de uma empresa de passeios de canoa havaiana, ela conta que a renda dela e do marido só não chegou a zero porque criaram uma “remada amiga” para os moradores, cobrando um valor simbólico. Se por um lado as finanças minguaram, por outro os noronhenses vivenciaram uma ilha que não viam havia pelo menos duas décadas.

 

"A gente viveu num mundo meio paralelo, uma coisa paradisíaca incrível", contou Bárbara, que está grávida de sete meses e já tomou a segunda dose. "O trabalho aqui se mistura muito com a vida pessoal. Com o fechamento da ilha, as pessoas começaram a cuidar das suas casas. Reforçamos os laços entre amigos neste período".

 

Até a primeira semana de setembro, Noronha pretende vacinar com a segunda dose o total da população adulta. Entre os 4 mil moradores, o clima é de confiança nessa retomada. A pandemia forçou não só os moradores a repensar suas vidas, mas também a administração. Rocha afirma que pretende enfrentar a pressão das companhias aéreas e não liberar voos extras para a ilha, de modo a respeitar o plano de manejo, que limita os turistas a 89 mil ao ano. Antes do fechamento, Noronha chegou a receber 106 mil.

 

Há duas semanas, a praça principal de Alcântara, na região metropolitana de São Luís, capital do Maranhão, foi tomada pelo colorido dos espetáculos folclóricos e pelos sabores juninos. Após dois anos, os moradores da cidade de 24 mil habitantes — tombada como conjunto arquitetônico e urbanístico e famosa por seu centro de lançamento de foguetes — sentiram o gostinho de reviver as celebrações típicas do estado.

 

Para surpresa dos organizadores, o arraial reuniu quase 3 mil moradores na praça da matriz.

 

"Iniciamos com o propósito de fazer um espetáculo teatral junino pequeno. Mas, como a vacinação avançou, decidimos ousar e chamar grupos de fora. Todos os brincantes foram recebidos pela Vigilância Sanitária, para conferir a vacinação", contou o organizador, Haroldo Júnior.

 

Sete de cada dez moradores de Alcântara são quilombolas. O grupo é prioridade no plano de imunização federal. Pela dificuldade de acesso às comunidades, em março o município figurava entre as cidades maranhenses mais atrasadas na vacinação. Uma força-tarefa foi criada para acelerar o trabalho e, em 16 de junho, a cidade ficou conhecida como a primeira do Brasil a aplicar a primeira dose de vacina em toda a população adulta.

 

A pacata Uru, uma das cidades menos populosas de São Paulo, é um aglomerado de nem 20 quarteirões e poucas ruas. No começo de agosto, o município apareceu no topo do ranking de vacinação do estado. Segundo a Secretaria da Estratégia Saúde da Família, 99,6% dos 1.203 moradores adultos receberam a primeira dose, e 55,5%, a segunda.

 

Um dos cidadãos mais satisfeitos é o aposentado Geraldo Barbosa, de 83 anos, que precisou suspender as rodadas de truco com os amigos na pandemia.

 

"A gente perdeu um colega de baralho para o corona, o Índio. Pegou e não levou cinco dias. Mas agora estamos animados para voltar", comemora.

*ig saúde

Segunda-feira, 23 de agosto, 2021 ás 9:49

 

A pandemia ainda não acabou, vá tomar a proxima dose!

terça-feira, 10 de agosto de 2021

COMPARTILHAMENTO DE DADOS DO OPEN BANKING COMEÇA NA PRÓXIMA SEXTA

 

A partir da próxima sexta-feira (13/8) começa a funcionar o sistema que permite aos clientes autorizarem o compartilhamento de dados pessoais e financeiros entre instituições bancárias. O open banking tem como objetivo facilitar o acesso a produtos e serviços bancários, como empréstimos e cartões de crédito.

 

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o sistema vai começar a funcionar gradualmente e com consentimento dos usuários que vão poder escolher quais dados, por quanto tempo e entre quais instituições compartilhar. A partir do dia 13 poderão ser compartilhadas as informações de cadastro, que incluem os dados pessoais, o endereço e a renda.

 

Ao autorizar o compartilhamento, o cliente vai permitir que uma instituição financeira acesse as informações de outra, com a qual o usuário tem uma relação anterior. Esse procedimento será vinculado a uma oferta de produto ou serviço específico, como financiamentos, abertura de conta ou cartão de crédito. O tempo máximo do compartilhamento será de um ano.

 

Com esse cruzamento de dados, as instituições bancárias vão poder fazer ofertas mais adequadas ao perfil do cliente, assim como oferecer condições mais vantajosas. As operações também são limitadas entre os bancos autorizados pelo usuário. Ambas as instituições serão responsáveis pela segurança desses dados.

Etapas

 

A partir do dia 30 de agosto será possível fazer pagamentos pelo Pix usando o open banking, o que vai permitir que essas transações sejam feitas pelos chamados iniciadores de pagamento, que podem ser aplicativos de compras ou até de mensagens.

 

A partir do dia 13 de setembro, poderão ser autorizadas as trocas de informações sobre contas e movimentação financeira. Depois do dia 27 de setembro, os usuários vão poder disponibilizar os dados sobre operações de crédito e cartões de crédito.

 

O sistema foi elaborado para que seja possível aceitar o compartilhamento de forma intuitiva, ao demonstrar o interesse na oferta de um banco o usuário indique as informações que quer compartilhar e seja encaminhado à plataforma da instituição que irá fornecer os dados.

 

Pela regulamentação estabelecida pelo Banco Central, é obrigatória a participação no open banking de todas as grandes e médias instituições financeiras do país.

 

Mais informações sobre o sistema, cronograma de implantação e instituições participantes estão disponíveis na internet.

(ABr)

(!!!) Esse procedimento vai permitir que bancos e instituições financeiras passem a ficar 24 horas achacando os clientes oferecendo serviços que o cliente não quer, igual as operadoras de celular que não deixa o cliente em paz.

Terça-feira, 10 de agosto, 2021 ás 17:46


 

 

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

VARIANTE DELTA SUSPENDE AULAS EM 36 CIDADES DO ESTADO DO RIO

 

As aulas presenciais da rede estadual do Rio de Janeiro estão suspensas em 36 municípios, pelo menos até a próxima sexta-feira (13/8). O avanço da variante Delta do novo coronavírus no estado provocou a decisão da Secretaria de Educação.

 

Esses municípios estão localizados nas regiões Metropolitana I e Noroeste do estado. Conforme a 42ª edição do Mapa de Risco da Covid-19, divulgada na sexta-feira passada (6) pela secretaria, essas áreas passaram para bandeira vermelha, que significa risco alto de contaminação pela doença.

 

Segundo resolução da secretaria, publicada em 23 de abril, que estabeleceu protocolos e orientações complementares para o atendimento nas unidades escolares públicas e privadas do sistema estadual de ensino, “em caso de bandeiras vermelha e roxa as unidades escolares da rede pública estadual funcionarão apenas para atividades administrativas, como a retirada de material pedagógico e do kit alimentação, além de entrega de documentos e matrícula de alunos. As aulas, nesses casos, acontecerão somente de forma remota”.

 

As 36 cidades onde estão suspensas as aulas presenciais são Aperibé, Belford Roxo, Bom Jesus de Itabapoana, Cambuci, Carapebus, Cardoso Moreira, Cordeiro, Duas Barras, Duque de Caxias, Iguaba Grande, Italva, Itaocara, Itaperuna, Japeri, Laje do Muriaé, Mesquita, Miracema, Natividade, Nilópolis, Nova Iguaçu, Porciúncula, Queimados, Rio das Flores, Rio de Janeiro, Santo Antônio de Pádua, São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, São João de Meriti, São José de Ubá, São Pedro da Aldeia, São Sebastião do Alto, Seropédica, Silva Jardim, Teresópolis, Trajano de Moraes e Varre-Sai.

 

Já os outros 56 municípios estão autorizados a funcionar no modelo de ensino híbrido, em que as aulas são presenciais e online. A Secretaria de Educação informou que as unidades escolares poderão oferecer atividades pedagógicas presenciais, conforme prevê a resolução que estabeleceu protocolos e orientações complementares para o atendimento nas unidades escolares públicas e privadas do sistema estadual de ensino.

 

No entanto, “caberá aos responsáveis, ou alunos maiores de idade desses municípios, a opção pelo retorno presencial ou a permanência somente no ensino remoto”.

 

Ainda segundo a secretaria, “as escolas deverão realizar as adequações necessárias ao seu plano de ação em vigor, de acordo com o planejamento alternativo previamente elaborado pelo estabelecimento de ensino”.

 

As direções das unidades escolares ficam responsáveis pela organização das atividades presenciais, “observando a sua realidade, considerando o projeto pedagógico da unidade escolar, os docentes disponíveis, o distanciamento social e os protocolos sanitários”.

 

Neste caso, estão os municípios de Angra dos Reis; Araruama; Areal; Armação de Búzios; Arraial do Cabo; Barra do Piraí; Barra Mansa; Bom Jardim; Cabo Frio; Cachoeiras de Macacu; Campos dos Goytacazes; Cantagalo; Carmo; Casimiro de Abreu; Comendador Levy Gasparian; Conceição de Macabu; Engenheiro Paulo de Frontin; Guapimirim; Itaboraí; Itaguaí; Itatiaia; Macaé; Macuco; Magé; Mangaratiba; Maricá; Mendes; Miguel Pereira; Niterói; Nova Friburgo; Paracambi; Paraíba do Sul; Paraty; Paty do Alferes; Petrópolis; Pinheiral; Piraí; Porto Real; Quatis; Quissamã; Resende; Rio Bonito; Rio Claro; Rio das Ostras; Santa Maria Madalena; São Fidélis; São Gonçalo; São José do Vale do Rio Preto; Sapucaia; Saquarema; Sumidouro; Tanguá; Três Rios; Valença; Vassouras e Volta Redonda.

 

Embora a cidade do Rio de Janeiro esteja na região Metropolitana I, a Secretaria Municipal de Educação informou que segue as determinações sanitárias da Secretaria de Saúde e do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 e as aulas presenciais continuam na rede do município.

 

“As aulas presenciais estão mantidas nas escolas municipais da capital. A rede municipal de educação do Rio possui um rigoroso protocolo sanitário, validado pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19, que é aplicado em todas as unidades escolares”, informou em nota.

 

Quanto às escolas particulares vinculadas ao sistema estadual de Educação, a Secretaria de Estado de Educação orientou que devem funcionar seguindo as normativas dos municípios em que estão localizadas, “em respeito à autonomia federativa dos entes municipais para fins de instituir protocolos que visem evitar a propagação da covid-19, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal”. A mesma secretaria acrescentou que caberá às autoridades de saúde e de Vigilância Sanitária municipais fazer o acompanhamento e a fiscalização do cumprimento dos protocolos sanitários. (ABr)

Segunda-feira, 09 de agosto, 2021 ás 12:20