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"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)
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domingo, 2 de fevereiro de 2020
sábado, 1 de fevereiro de 2020
Pasta de Moro arrecada quase R$ 2 mi nos primeiros leilões de bens do tráfico
A
Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), braço do Ministério da
Justiça e Segurança Pública, fechou na quarta-feira, 29, a primeira etapa de
leilões de bens confiscados do tráfico superando a expectativa de arrecadação,
que era de R$ 400 mil e foi a quase R$ 2 milhões. Os leilões fazem parte da
estratégia do ministro Sérgio Moro (Justiça) para sufocar as finanças das
organizações criminosas, inclusive por meio do confisco patrimonial.
Segundo
o Ministério da Justiça, no primeiro ano da nova estrutura da Senad, foram
viabilizados os instrumentos necessários para que um “salto expressivo”
ocorresse na gestão de ativos em 2020, como a contratação de leiloeiros em todo
o Brasil, que deve ser concluída em março.
Só
em Mato Grosso, o valor arrecadado com a venda do patrimônio apreendido de
traficantes foi de R$ 1.153.680,00. Já em São Paulo, foram alcançados R$
760.950,09.
Mato
Grosso e São Paulo levantaram quase cinco vezes mais do que era estimado. Além
de carros, motos e caminhões, uma casa e um avião de pequeno porte foram
vendidos em Mato Grosso. Os novos proprietários desses bens serão isentos de
eventuais multas retroativas à data da retirada do bem.
O
diretor de Gestão de Ativos (Senad/MJ-SP), Igor Montezuma, reafirma “a
importância da cooperação dos Estados, que dão suporte aos leiloeiros, e aos
agentes das polícias que apreendem os bens”.
Os
policiais devem informar à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, por
meio do Projeto Check In, os dados referentes aos itens apreendidos, para que
sejam localizados e, assim, disponibilizados aos leilões.
Ao
logo deste ano, a Secretaria pretende realizar no mínimo 100 leilões, em todos
os Estados e no Distrito Federal. O próximo pregão está confirmado para o dia
12 de fevereiro, em Minas, aberto à participação online, para todo o País, e
presencial.
Até
40% do valor arrecadado retorna às polícias que apreenderam o patrimônio, para
o fortalecimento das ações que resultam nas apreensões. Os outros 60% são
destinados ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e serão destinados a políticas
de combate às drogas no país.
As
informações detalhadas podem ser acessadas na página da Senad, no site do
Ministério da Justiça e Segurança Pública.
(Estadão
Conteúdo )
Sábado,
1º de fevereiro, 2020 ás 11:00
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
O coronel de Goiás
Ronaldo
Caiado traz de volta o coronelismo exercido por sua família no passado, impondo
censura à imprensa, perseguindo adversários e nomeando dezenas de parentes para
cargos públicos
Desde
que assumiu o governo de Goiás há um ano, Ronaldo Caiado (DEM) tem demonstrado
ser realmente o legítimo herdeiro do coronelismo exercido por sua família desde
o início do século passado, quando seu avô Antônio Totó Caiado, ex-senador já
falecido, dominava o estado com capangas e mão de ferro. O governador vem
adotando, assim, ações que resgatam o perfil do verdadeiro coronel goiano. Tem
intensificado um processo de perseguição a jornalistas de blogs e sites que o
criticam, praticado o nepotismo explícito ao nomear pelo menos 22 parentes para
importantes funções públicas e implantado intenso toma lá dá cá com deputados
que o apoiam na Assembleia em troca de cargos. Paralelamente promove o desmonte
das políticas sociais deixadas por seu antecessor, o ex-governador Marconi
Perillo (PSDB), com o intuito apenas de apagar seu legado, o que está gerando
um enorme retrocesso político e econômico em Goiás.
A
veia autoritária do governador foi realçada na semana passada quando a polícia
estadual, seguindo orientação do MP local, controlado por ele, comandou uma
operação contra jornalistas independentes de Goiânia que produzem três blogs e
sites — Canal do Gama, Goiás 24h e Blog do Cleuber —, considerados por ele como
de oposição ao seu governo, pelo simples fato de publicarem informações com
críticas a sua administração. O blog Goiás 24h, do jornalista Cristiano Silva,
por exemplo, divulgou, no ano passado, que o governo promoveu um baile funk no
Palácio das Esmeraldas para comemorar o aniversário de sua filha e isso o
tornou alvo da ira de Caiado, que estava na festa ao lado da mulher, Gracinha.
Nessa
operação policial, feita com estardalhaço, os jornalistas foram alvo de busca e
apreensão em suas casas e diversos deles tiveram seus celulares apreendidos,
pois o objetivo é apurar os nomes dos informantes dos jornalistas.
Oficialmente, o processo contra os blogueiros deseja saber se eles foram
favorecidos com verbas de publicidade do estado na gestão do tucano Perillo. Em
três anos, esses blogs receberam R$ 2,5 milhões. No mesmo período, o governo
gastou R$ 300 milhões em publicidade. Ou seja, os valores recebidos por eles
são irrelevantes, mas mesmo assim sofrem a devassa determinada pelo governador.
“Como o veículo de comunicação mais lido de Goiás, não aceitaremos censura dos
poderosos de plantão”, escreveu Cristiano Livramento da Silva em seu site. A
investigação incluiu até mesmo o jornalista João Bosco Bittencourt, ex-assessor
de Perillo, suspeito de subsidiar a imprensa com informações contra Caiado. Ele
considera o ato como “um ataque à liberdade de imprensa”.
“A
única preocupação do governador é perseguir quem ele acredita ter ligações com
Perillo. Caiado passa os dias olhando pelo retrovisor, pedindo investigações
contra o governo anterior, mas nada faz para melhorar a vida da população”, diz
o deputado Tales Barreto, líder do PSDB na Assembleia. Ao mesmo tempo em que
“cria um clima de terrorismo à imprensa” e persegue os adversários, o
governador oferece benesses aos amigos e familiares. Nomeou, sobretudo, tios e
primos para cargos públicos, como é o caso de Ênio Caiado, colocado na
presidência da Goinfra, e Ederval Caiado, como diretor da mesma estatal. Apesar
de dizer que adotaria a nova política, ele loteou cargos públicos para os
deputados que compõem sua base na Assembleia. Isso ficou claro quando cinco
parlamentares, entre eles Humberto Teófilo (PSL) e Eduardo Amado (PV), votaram
contra seus projetos de Previdência estadual e o estatuto do funcionalismo. Caiado
demitiu todos os 90 funcionários indicados por esses deputados para cargos
públicos, como parte da barganha pelo apoio parlamentar.
De
acordo com deputados ouvidos por ISTOÉ, Caiado está tomando medidas para
desmontar os programas sociais deixados pelo PSDB, que governou o estado nos
últimos 20 anos. Entre outras coisas, acabou com o programa de renda cidadã,
que complementava os rendimentos de 90 mil famílias do Bolsa-Família, e
suspendeu o cheque-moradia, que subsidiava os participantes do Minha Casa, Minha
Vida, do governo federal, concedendo-lhes casas totalmente quitadas. “Nós
pegamos o estado com um PIB de R$ 17 bilhões em 1998 e deixamos o governo em
2018 com o PIB em R$ 240 bilhões, mas Caiado quer nos fazer retroceder apenas
para impor a força de seu papel de coronel no estado”, disse Barreto.
Germano Oliveira/ IstoÉ
Sexta-feira,
31 de janeiro, 2020 ás 11:00
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