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"O maior inimigo da autoridade é o desprezo e a maneira mais segura de solapá-la é o riso." (Hannah Arendt 1906-1975)

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quinta-feira, 23 de junho de 2022

DELEGADO DIZ QUE HOUVE INTERFERÊNCIA NA INVESTIGAÇÃO CONTRA 'GABINETE PARALELO'

 

O delegado Bruno Calandrini, responsável pela investigação que levou à prisão o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro e pastores ligados ao 'gabinete paralelo' instalado na pasta - caso revelado pelo Estadão - denunciou suposto 'tratamento privilegiado concedido' pela Polícia Federal ao aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Em mensagem de agradecimento enviada à equipe que participou da Operação Acesso Pago na quarta-feira (22/6), Calandrini disse não ter 'autonomia investigativa e administrativa para conduzir o inquérito policial do caso com independência e segurança institucional'.

 

As informações sobre a mensagem do delegado Bruno Calandrini foram divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo. A reportagem do Estadão também teve acesso à íntegra da carta do delegado apontando ingerências na investigação que pegou o ex-ministro.

 

Após a mensagem vir a público, a Polícia Federal disse ter aberto um procedimento apuratório sobre suposta 'interferência na execução' da Acesso Pago. Em nota, a corporação citou 'boatos' sobre a 'possível interferência' e diz ter o objetivo de 'garantir a autonomia e a independência funcional do delegado da PF'.

 

Em seu texto, o delegado que conduz a investigação que atinge não só Ribeiro, mas pastores com livre trânsito no governo Jair Bolsonaro, afirmou que a ida do ex-ministro da Educação para a carceragem da corporação em São Paulo 'é demonstração de interferência na condução da investigação'.

 

A ordem de prisão preventiva de Ribeiro determinava que o ex-ministro fosse levado para a Superintendência da PF em Brasília tão logo o investigado fosse preso. A defesa do aliado de Bolsonaro entrou com pedido para barrar a transferência, mas a solicitação foi negada pelo juiz Renato Borelli, da 15ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, relator da investigação.

 

No entanto, no início da noite foi informado que Ribeiro permaneceria na capital paulista e que sua audiência de custódia seria realizada por videoconferência na tarde desta quinta-feira, 23. No entanto, antes que o procedimento fosse realizado, o desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região mandou soltar Ribeiro e outros quatro investigados que haviam sido presos no âmbito da ofensiva aberta ontem.

 

Calandrini disse ter repassado a alegação de 'interferência na condução da investigação' ao chefe do Coordenação de inquéritos nos tribunais superiores, após saber que, 'por decisão superior', não iria haver o deslocamento de Milton Ribeiro para Brasília. "Manterei a postura de que a investigação foi obstaculizada ao se escolher pela não transferência de Milton à Brasília à revelia da decisão judicial", registrou.

 

O delegado diz que Ribeiro, principal alvo da operação 'foi tratado com honrarias não existentes na lei, apesar do empenho operacional da equipe de Santos que realizou a captura de Milton Ribeiro, e estava orientada a escoltar o preso até o aeroporto em São Paulo para viagem à Brasília'. "Quantos presos de Santos, até ontem, foram levados para a carceragem da SR/PF/SP?", questionou.

 

LEIA A ÍNTEGRA DA MENSAGEM DO DELEGADO À SUA EQUIPE

 

Muito obrigado a todos pelo empenho na execução da Operação Acesso Pago.

 

A investigação envolvendo corrupção no MEC foi prejudicada no dia de ontem em razão do tratamento diferenciado concedido pela PF ao investigado Milton Ribeiro.

 

Vejo a operação policial como investigação na essencia e o momento de ouro na produção da informação/prova.

 

O deslocamento de Milton para a carceragem da PF em SP * é demonstração de interferência na condução da investigação, por isso, afirmo *não ter autonomia investigativa e administrativa para conduzir o Inquérito Policial deste caso com independência e segurança institucional.

 

Falei isso ao Chefe do CINQ ontem, após saber que, por decidão superior, não iria haver o deslocamento de Milton Ribeiro para Brasília, e, manterei a postura de que a investigação foi obstaculizada ao se escolher pela não transferência de Milton à Brasília à revelia da decisão judicial.

 

As equipes de Gyn, Brasília, Belém e Santos, que cumpriram a missão de ontem, trabalharam com obstinação nas ruas e no suporte operacional, um trabalho hercúleo para o cumprimento dos mandados durante a Operação Acesso Pago, literalmente se esforçaram 24/7 e foram aguerridos em capturar todos os alvos. Faço referência especial às equipes de GYN que, mesmo após a prisão, ainda escoltaram os presos via terrestre, para a SR/PF/DF, incontinenti.

 

No entanto, o principal alvo, em São Paulo, foi tratado com honrarias não existentes na lei, apesar do empenho operacional da equipe de Santos que realizou a captura de Milton Ribeiro, e estava orientada, por este subscritor, a escoltar o preso até o aeroporto em São Paulo para viagem à Brasília,

 

Quantos presos de Santos, até ontem, foram levados para a carceragem da SR/PF/SP?

 

É o que tinha a manifestar em lealdade a vocês que cumpriram a missão de ontem com o espírito do verdadeiro policial federal.

 

Abraço.

 

*Estadão Conteúdo

Quinta-feira, 23 de junho 2022 às20:04

terça-feira, 31 de maio de 2022

GASOLINA FICA MAIS CARA E FECHA MAIO A R$ 7,54; ETANOL SOBE AINDA MAIS


O preço médio do litro da gasolina encerrou o mês de maio em R$ 7,54, valor que representa alta de 0,67% em comparação com o registrado em abril, de acordo com levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL).

 

Já o etanol continuou registrando altas mais expressivas do que a gasolina. Em maio, o aumento foi de 3,14% em relação ao mês anterior, com preço médio do litro chegando a R$ 6,12.

 

"Em relação ao início do ano, o motorista brasileiro já está pagando 9,8% mais caro no litro da gasolina e 6,3% a mais pelo etanol. No comparativo com um ano atrás, os acréscimos chegam a 30% para a gasolina e a 26,9% para o etanol, segundo o último levantamento da Ticket Log", destaca Douglas Pina, Diretor-Geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

Em maio, nenhuma região brasileira registrou queda nos preços da gasolina e do etanol. No caso do primeiro combustível, o Nordeste é a região com preço médio do litro mais caro, chegando a R$ 7,64 - alta de 0,80% em relação a abril. Já a região onde se paga menos pela gasolina é o Sul, onde o preço médio é R$ 7,19.

 

Apesar de ter a gasolina mais barata, o Sul é a região com o litro mais caro do etanol: R$ 6,30, com alta de 3,13% - em abril, a região com o álcool mais caro era o Norte. Na outra ponta da conta, o Centro-Oeste é a região com o menor preço do litro do etanol: R$ 5,67, com alta de 1,58%.

 

Em todo o Brasil, apenas sete entes federados registraram queda no valor médio do litro da gasolina em maio:

 

    Rio Grande do Norte: -1,45%;

    Pernambuco: -0,54%;

    Maranhão: -0,24%;

    Tocantins: -0,17%;

    Alagoas: -0,12%;

    Distrito Federal: -0,12.

    Minas Gerais: -0,09%;

 

Já o etanol caiu apenas no Goiás, com recuo de 0,38%. A maior alta da gasolina aconteceu na Bahia, com aumento de 5,69% e litro chegando a R$ 7,784. Apesar do aumento, a gasolina mais cara do Brasil continuou sendo a comercializada no Piauí: R$ 8,16.

 

A maior alta de etanol aconteceu no Ceará, com aumento de 8,57% e preço chegando a R$ 6,65. O álcool mais caro do Braisl, no entanto, foi o do Pará, com média do litro de R$ 6,81.

 

"Vale ressaltar que, mesmo sendo a região com os maiores recuos no preço da gasolina, o Nordeste mantém as maiores variações de alta no preço dos dois combustíveis. De acordo com o último IPTL, este fechamento de mês o etanol se apresenta como opção mais vantajosa para abastecimento nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, diferentemente do início do mês, que constou apenas Goiás e Mato Grosso", analisa Pina.

*Brasil Econômico

Terça-feira, 31 de maio 2022 às 21:49

sexta-feira, 27 de maio de 2022

CASA DOS VENTOS FECHA ACORDO DE COMPRA DE ENERGIA SOLAR COM LIGHTSOURCE BP


A Casa dos Ventos fechou um contrato de compra de energia por meio de sua comercializadora com a Lightsource bp, uma joint venture com 50% de participação da bp que atua no desenvolvimento e gestão de projetos solares fotovoltaicos.

 

O acordo tem duração de 10 anos e marca o início da operação da Lightsource bp no Brasil, com seu primeiro projeto em energia solar, disse a companhia, em comunicado.

 

A primeira planta solar da Lightsource bp terá 210 megawatts-pico (MWp) e está sendo construída em Abaiara, no Ceará, com previsão de início da geração em 2024.

 

A Lightsource bp tem uma carteira de projetos de 4 gigawatts (GW) para desenvolvimento no Brasil. Segundo informações de seu site, a empresa já desenvolveu 5,4 GW em empreendimentos solares e atua em 16 países.

 

Já para a Casa dos Ventos, o acordo ajuda a complementar seu portfólio de energia disponível para comercialização, hoje majoritariamente proveniente de usinas eólicas.

 

“É uma forma de hibridizarmos nosso portfólio eólico e customizarmos a melhor energia para os nossos parceiros”, disse em nota Itamar Lessa, diretor de Comercialização da Casa dos Ventos.

*Reuters

Sexta-feira, 27 de maio 2022 às 20:31