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quarta-feira, 6 de junho de 2018

PF vê depósito de R$300 mil da central sindical UGT como sinal de propina


A Polícia Federal aponta indícios, por meio das investigações no âmbito da Operação Registro Espúrio, de que um depósito de R$300 mil feito pela central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT) na conta de um sindicato foi utilizado para o pagamento de propina a servidores do Ministério do Trabalho.

O pagamento tinha como objetivo a obtenção de registro do Sindicado dos Empregados em Restaurantes e Serviços de São Paulo, o Sintraresp. As investigações apontam ainda o presidente da UGT, Ricardo Patah, como o “responsável pela disponibilização dos recursos”.

A PF analisou os extratos bancários da Sintraresp e encontrou registros do depósito da UGT, em maio de 2015. Os R$300 mil foram sacados em espécie dois dias depois e dois meses depois de o Sintraresp obter o registro sindical. Enquanto o processo do sindicato levou apenas quatro meses, outros chegam a levar anos para serem concluídos.

A PF aponta ainda que “há fortes indícios de que a quantia foi utilizada para o pagamento de propina a Leonardo Cabral e a Carlos Lacerda, com efetiva participação de Ricardo Patah, responsável pela disponibilização dos recursos”. Tanto Cabral quanto Lacerda foram presos preventivamente durante a Operação Registro Espúrio. Patah teve a prisão solicitada, mas negada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que autorizou a operação.

As investigações citam também a atuação de Patah e outros integrantes da UGT no veto do registro do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio Atacadista e Varejista de Material de Construção do Município de São Paulo (Sintramac).

Entenda a operação

Deflagrada na última quarta (30/5), a Operação Registro Espúrio mirou uma organização criminosa suspeita de fraudar a concessão de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho, além de investigar o loteamento do Ministério do Trabalho pelo PTB e pelo Solidariedade.

Segundo as investigações, a ordem de chegada dos pedidos para registro de entidade sindicais não era respeitada; a prioridade ia para pedidos intermediados por políticos. Além disso, o registro era obtido por meio de pagamento de vantagens indevidas.

Entre os alvos da PF estavam os gabinetes dos deputados Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB), na Câmara dos Deputados, são alvos da Polícia Federal. Os agentes estiveram ainda em sedes nacionais do PTB e do Solidariedade e de centrais sindicais.

A operação da última quarta é a terceira que mira a venda de registros sindicais envolvendo servidores da pasta. No governo Dilma, foram duas operações, envolvendo políticos ou prepostos do PDT no ministério. Apesar dos personagens e dos partidos serem outros, o negócio é o mesmo de sempre. (ABr)


Quarta-feira, 06 de junho, 2018 ás 10:30

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